Em armazéns industriais, parte do espaço é ocupado por embalagens vazias. O empresário Elias Assum Sabbag Junior percebe que esse volume geralmente passa despercebido no planejamento logístico, embora consuma metros quadrados, posições de estante e capacidade de carga que poderiam estar a serviço da operação.
O problema se repete no setor de transporte. Em relação ao transporte de itens vazios de volta ao fornecedor, as caixas ocupam praticamente o mesmo espaço que quando cheias e, considerando-se o valor do frete pago nesse trajeto, é possível afirmar que há uma espécie de remuneração ao deslocamento de ar. Em cadeias com entregas frequentes, esse custo tende a se acumular de forma silenciosa ao longo do ano.
O impacto do volume das embalagens na eficiência operacional
O impacto do espaço ocupado se manifesta em diferentes pontos da cadeia, exigindo áreas dedicadas para as embalagens e reduzindo a área disponível para o armazenamento de produtos. A área de produção apresenta um cenário em que pilhas de embalagens aguardando uso disputam espaço com corredores e postos de trabalho, o que prejudica a fluidez de circulação.
Conforme mencionado por Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas, é preciso medir o impacto em vez de considerá-lo inevitável. Ao mensurar o espaço e o frete utilizados por embalagens vazias, a decisão sobre o tipo de embalagem deixa de ser puramente técnica e passa a ter impacto financeiro.
A capacidade de transporte de um veículo encontra-se limitada por aspectos relacionados ao peso e volume. Embalagens que ocupam muito espaço fazem com que o caminhão atinja o limite de volume antes do de carga, aumentando o número de viagens necessárias para movimentar a mesma quantidade de produtos.

Soluções para reduzir o espaço ocupado
A indústria de embalagens desenvolveu diferentes formas de reduzir o volume ocupado sem comprometer a proteção da carga. As alternativas mais utilizadas incluem:
- Embalagens dobráveis: caixas que se fecham sobre si mesmas depois de esvaziadas reduzem de forma significativa o volume no retorno e no armazenamento.
- Modelos entregues planos: caixas fornecidas abertas e montadas apenas no momento do uso ocupam menos espaço no estoque de embalagens novas.
- Embalagens encaixáveis: recipientes que se acomodam um dentro do outro quando vazios, permitindo empilhar grande quantidade em pouca altura.
- Sistemas de mangas de pallet: estruturas laterais dobráveis, combinadas com base e tampa, formam contêineres que se desmontam sobre a própria base.
- Dimensionamento sob medida: embalagens projetadas para o produto e para o pallet eliminam espaços vazios e melhoram o aproveitamento da carga.
Segundo o ponto de vista do empresário Elias Assum Sabbag Junior, a compactação não deve ocorrer em detrimento da resistência. A embalagem dobrável deve apresentar rigidez para o empilhamento, além de resistir a inúmeros ciclos de abertura e fechamento sem apresentar deformações.
Além disso, o material utilizado também influencia o resultado final. Chapas leves e resistentes, como as de plástico corrugado, permitem produzir estruturas dobráveis que combinam baixo peso com boa capacidade de carga. Elias Assum Sabbag Junior acrescenta que a compatibilidade deve ser verificada no projeto. Embalagem compacta, mas fora do padrão da frota, recupera menos espaço e pode exigir ajustos no carregamento.
Espaço também é custo
A redução do volume das embalagens representa uma estratégia para a recuperação de capacidade que, atualmente, encontra-se ociosa no âmbito da empresa. As melhorias incluem áreas de armazém liberadas, caminhões com maior eficiência operacional, além de redução no número de viagens de retorno, tudo sem a necessidade de ampliação das instalações ou da frota.
O entendimento acerca dos motivos pelos quais essa decisão é frequentemente postergada é auxiliado pela análise de Elias Assum Sabbag Junior: o custo do espaço ocupado raramente é especificado separadamente no orçamento disponível. Quando ele se torna visível para o cliente, o preço da embalagem é cuidadosamente analisado ao longo de toda a operação, levando em conta não apenas o custo inicial, mas também os subsequentes.
