O avanço do período seco exige atenção redobrada de moradores, produtores rurais e comunidades próximas a áreas de vegetação em Mato Grosso. Uma campanha divulgada pelo Governo do Estado alerta que provocar queimadas é crime e apresenta as datas em que o uso do fogo fica proibido em diferentes regiões, de acordo com o bioma.
Publicada em 3 de outubro de 2025 no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso, a comunicação também informa que o governo realiza monitoramento em tempo real. Em caso de incêndio, a orientação é acionar o telefone 193, canal do Corpo de Bombeiros para comunicar ocorrências.
O calendário não é igual em todo o território mato-grossense. As restrições consideram as características do Pantanal, do Cerrado e da Amazônia, além das áreas urbanas. Por isso, conhecer a regra aplicável a cada local é uma medida essencial para evitar a propagação das chamas e possíveis responsabilizações.
Datas mudam conforme o bioma
No Pantanal, o período proibitivo para o uso do fogo vai de 1º de junho a 31 de dezembro. A regra alcança uma área de grande importância ambiental e econômica para Mato Grosso, onde a vegetação e a fauna podem ser afetadas pela expansão de incêndios durante a estiagem.
Nas áreas de Cerrado e Amazônia, a restrição começa em 1º de julho e termina em 30 de novembro. A divisão por biomas reforça que o risco e as medidas de prevenção devem ser observados conforme a localização da propriedade ou da comunidade, inclusive em municípios que ficam fora da planície pantaneira.
Nas áreas urbanas, a proibição vale durante todo o ano. A regra é especialmente relevante para bairros próximos a terrenos baldios, áreas de vegetação e regiões de transição entre a cidade e a zona rural. Nessas localidades, uma queimada iniciada de forma irregular pode atingir rapidamente espaços vizinhos e aumentar a exposição de moradores à fumaça.
Alerta vale para cidades e áreas rurais
O aviso estadual alcança diferentes públicos, desde proprietários rurais até pessoas que vivem em centros como Cuiabá, Rondonópolis e Sinop. Em áreas produtivas, o fogo pode sair do controle e avançar sobre propriedades, unidades de conservação e trechos de vegetação. No ambiente urbano, a prática também é proibida e deve ser comunicada quando identificada.
A campanha não apresenta as queimadas apenas como um problema ambiental. Ao afirmar que provocar incêndios é crime, o material oficial destaca que a conduta pode gerar responsabilização criminal. A orientação, portanto, é não iniciar queimadas durante os períodos proibitivos e buscar alternativas seguras para o manejo de resíduos e da vegetação.
Também é importante diferenciar uma ocorrência observada de uma tentativa de combate sem estrutura adequada. Ao identificar fumaça ou chamas, o morador deve manter distância e comunicar o Corpo de Bombeiros pelo 193. A informação rápida ajuda a direcionar o atendimento e reduz o risco de que a pessoa se exponha ao fogo.
Monitoramento e prevenção durante a estiagem
Segundo o material publicado no Diário Oficial, o monitoramento em tempo real integra as ações do governo para acompanhar a ocorrência de incêndios em Mato Grosso. A ferramenta é apresentada junto à campanha de prevenção e responsabilização, que busca reforçar a participação da população no aviso às autoridades.
O período de estiagem costuma exigir atenção especial porque a vegetação fica mais suscetível à propagação das chamas. Por essa razão, a prevenção deve envolver tanto as áreas de produção quanto os espaços próximos a comunidades, estradas, unidades de conservação e zonas urbanas. A observação das datas proibitivas é uma das medidas indicadas pelo Estado.
Para o leitor, a principal orientação é verificar em qual área está localizado o imóvel ou o ponto de ocorrência antes de considerar qualquer uso do fogo. No Pantanal, a proibição se estende até 31 de dezembro; no Cerrado e na Amazônia, até 30 de novembro; e nas áreas urbanas, permanece durante os 12 meses do ano. Em qualquer situação de incêndio, o número informado pela campanha é o 193.
